LUTO: Tragédia da segurança pública na morte do AEVP Harrison

LUTO, TRAGÉDIA E MUITA DÚVIDA

Faleceu na tarde de ontem (18/set) o AEVP Harisson da Silva, em Itapira SP-352  próximo ao clube dos metalúrgicos, após uma abordagem desastrosa feita por uma viatura da policia militar local.

Servidor exemplar, integrante da equipe de escolta na Capital, participava com suas funções auxiliando a equipe técnica que coordena toda escolta de presos da Coremetro, o que mostra sua conduta ilibada e total sanidade.

Importante salientar isso devido as notícias que correm tanto na mídia impressa regional, quanto nas redes sociais.

De acordo com  relatos passados a este sindicato Harrison esteve em Itapira participando de uma festividade na cidade na companhia de uma mulher, ao sair da festa deixou sua companhia na cidade e partiu com destino a Itaí, onde reside sua mãe, na altura do clube dos metalúrgico perdeu o controle de seu carro e adentrou a vegetação a beira da pista parando em um barranco. Saiu do veículo com ferimentos pegou a arma funcional que portava e seguiu a beira da pista provavelmente na busca de socorro.

De acordo com o boletim de ocorrência a policia militar local foi acionada quando testemunhas viram o agente sair do carro com sua arma na mão e caminhar pela rodovia.

Relatos narram que havia uma informação de que instantes antes havia um furto na região onde os criminosos empreenderam fuga, essa informação possivelmente foi passada a policia militar, que no atendimento do chamado o abordou.

De acordo com o boletim de ocorrência a notar a aproximação da viatura, estando aparentemente atordoado, Harrison disparou contra a guarnição, que após dar voz de parada sem exito, disparou contra o agente. Feito busca pessoal verificou que arma utilizada pelo Harrison era timbrada com brasão do estado, uma munição ficou alojada no teto da viatura e no carro do agente foi encontrado um frasco contendo medicamento controlado aparentemente já utilizado.

FATOS ESTRANHOS

O sindicato apurou por meio de testemunhos de alguns fatos que causam estranheza a versão policial:

  1. Harrison era estudante universitário, de convívio pacífico, jamais apresentou qualquer documento médico que atestasse problemas psíquicos. Seus colegas de moradia afirmam que o mesmo nunca fez uso de medicamentos e tinha uma saúde perfeita. O que faz com o surgimento do medicamento no carro seja considerado objeto estranho a vida do agente.
  2. Conhecedor das normas de segurança, ainda que sob efeito traumático do acidente, fugia ao perfil do agente responder a uma guarnição da segurança pública sem verbalizar, apenas efetuando um disparo.
  3. A munição alojada na viatura atingiu o vidro da viatura e posteriormente alojou-se no teto, o que leva a entender que o disparo não foi feito por uma pessoa de pé. Assim sendo, é muito estranho ele ter se deitado para poder atirar contra os policiais que o abordaram e só depois os policiais revidarem. (Há um áudio em que o policial informa que vai verificar se a viatura foi atingida. Como não saber disso se ao se aproximarem de acordo com seus próprios relatos foram alvejados atingindo o vidro da mesma?)
  4. Mesmo sendo ele (Harrison) o autor do primeiro e único disparo, injustifica-se o excesso de tiros feitos contra a vítima, já que mais de 30 tiros foram efetuados pelos dois policiais da ocorrência.
  5. Dos disparos que o alvejaram nenhum atingiu a região frontal do seu corpo, todos eles foram pelas costas e lateral, o que pode até configurar uma execução sumária, sem que a vítima oferecesse risco aos policiais;

O SINDESPE não consegue ver dolo no ação policial que vitimou o honrado AEVP Harrison,  mas classifica a ação relatada no boletim, como desastrosa e considera o fato como uma tragédia para a segurança pública.

As Secretarias da Administração Penitenciária e da Segurança Pública, estão sendo oficiadas, bem como ambas corregedorias para que se apure o caso com afinco. Em pouco mais de um ano dois casos de morto de agentes por policiais de forma equivocada ocorreram, acreditamos piamente que esse seja mais um.

A vida do nosso querido AEVP Harrison foi ceifada, não podemos deixar que a honra dele também o seja.

Repudiamos a ideia de qualquer versão que coloque esse exemplar servidor na condição de criminoso, até que se prove o contrário.

O Dr. César nosso representante jurídico está sendo deslocado para dar suporte na ocorrência. AEVPs da base de escolta e Sindespe estão cuidando dos tramites para translado e sepultamento do nosso guerreiro que deixa sua mãe que  era sua dependente, a qual cumprimentamos em nome de todos os AEVPs.

Agradecemos o apoio do Comando do GRAEVP/COREMETRO AEVP Julio Cesar, AEVP da Costa e AEVP Aguiar que prontamente se deslocaram a cidade do fato para dar todo suporte a família.